terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Marcas




Sinto o frio mármore da solidão,
o peso das mãos que escravizam o coração,
Querido e doce Anjo...
Quiseras neste instante sentir-te aqui
próximo a meu corpo,
cálido e frio
junto a minha alma,
vida lenta...
Sem pedaços reais,
penosos dias lentos.
A ansiedade me faz buscar algo...
Algo que eu não encontro
viagens ao meu subconciente
me acalmam.
Mas a dor é como uma navalha
que rasga a pele,
fere a carne.
Cicatrizes, nunca somem
são as marcas do destino
que moram em nosso corpo.

(Susana Vasconcelos)


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