sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Madrugada




O sangue percorre meu corpo
Um silêncio percorre os segundos
Não sinto meus pés no chão
Sinto é um vazio imenso na alma
Uma extrema calma
Eu quero é gritar
Eu quero é sumir
E caminhar na escuridão
Com o coração quebrado e sangrando
Rasgando de solidão
Vago no céu estrelado
Acabou a noite, e chegou a madrugada
Eu choro em lágrimas de sangue
Por não ter a liberdade
Por não ficar só na vontade
De poder vagar mais alto
Em trevas imensas
Em noites densas
Sob os sepulcros vazios
Agora paro, sento em um telhado
Reparo a noite, acabou a madrugada
Dormirei aqui, sob a Lua
Minha branca Lua
Como eu...
Meus olhos se fecham
E minha alma vaga... E assim, pra mim...
Continua a madrugada...



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