domingo, 27 de março de 2011

Seres Detestáveis



Impressionante como nós os conhecemos
Impressionante como às vezes somos
Impressionante como não há solução
Pois todos somos detestáveis

"Ninguém é perfeito" repetem os inúteis
E não sabemos?
E não sabemos que as pessoas podem ser detestáveis?
Pois também sou! Um ser deveras detestável!

Cobramos o que não fazemos
Prometemos o que não cumprimos
Frequentamos igrejas que não obedecemos
Falamos em amizade e criticamos

Como somos detestáveis e hipócritas
Sinto uma profunda dor para essa reflexão
Sim! Passo por um momento chato
E percebo que apenas através dessas palavras...
Posso "desabafar"

Pela manhã começa um novo dia...
Preciso ser forte!
E sorrir quando quero chorar.




sábado, 26 de março de 2011

Realidade




Quando o Amor chega,
ele não escolhe... Aceita.
Quando um Desejo nasce
ele não se contenta... Consome.
Quando o Ódio ataca
ele não tem rédeas... Avança.
Quando o Medo surge
ele não hesita... Domina.
Quando a Dor invade
ela não poupa... Tortura.
Quando a Saudade é muita 
ela não fere... Sufoca.
Quando a Tristeza é grande
ela não machuca... Mata!

((Luna))






quinta-feira, 10 de março de 2011

Maldito Espelho




Oh... Maldito espelho,
Eu lhe odeio,
Ódio esse que jamais tive,
Por algo ou alguém nessa vida.

Tu que vives a me hipnotizar,
Mostrando-me minha face,
Meu olhar profundo e distante,
De lamentos e pesares.

Oh... Quantas vezes já chorei à sua frete,
Quantas vezes conversei contigo,
Na tentativa frustrada de afastar o silêncio,
E amenizar a solidão.

Mas por quê?
Por que me enganas?
Oh MALDITO ESPELHO,
Mostra-me quem sou de verdade...

Caso contrário, quebrar-lhe-ei,
E minha face para sempre ocultarei.



 

segunda-feira, 7 de março de 2011

Tormento



Num momento de distração 
Eis que surge de repente para me afligir
Uma nuvem negra, pavorosa
Que quase me faz enfrentar
Num súbito arrepio de medo
Um susto monstruoso
Um pavor imenso
Que me impede de gritar
Nuvem Negra, absoluta
Será a morte querendo me pegar?
Contorno cinza e interior negro
Negro como minha alma
Que banaliza o meu corpo
Num emaranhado de desespero e agonia 
Nuvem Negra que passa 
E que por um milagre
Consigo sair ilesa
A morte em forma de nuvem
Veio me preocupar
Mas não foi dessa vez
Que conseguiu me levar

:(

((Letícia Peters))